                    
O BAILE DO MENINO DEUS
O
baile do menino Deus, é um auto natalino, escrito
por Ronaldo Brito e Assis Lima e musicado por Zoca
Madureira. A montagem é uma recriação do maior
mito cristão, o nascimento do Deus-menino.
Calcado
em ritmos que vão desde maracatu, passando por
marchinhas, frevos e coco-de-roda, a encenação do
Balé Brasílica, dirigida com competência por
André Luiz Madureira, aproveita com primor o espaço
cênico, com coreografias de forte efeito vísual.
O
baile, foi apresentado pela primeira vez em 1981,
pela Cia teatral Praxis Dramática. Na montagem do
elenco juvenil do Balé Popular do Recife, o
espetáculo ganhou uma linguagem de dança, crescendo
muito com isso. O texto, porém é utilizado mais
para dar a costura de um quadro a outro na
encenação.

OH! LINDA OLINDA
Em
1992, dentro das comemorações dos 15 anos do Balé
Popular do Recife, o diretor André Madureira,
resolveu remontar com o Balé Brasílica, o
espetáculo "Oh! Linda Olinda". Esse
espetáculo foi apresentado pela primeira vez em 1985
pelo Balé Popular, em homenagem aos 450 anos de
Olinda, cidade patrimônio da humanidade. O
espetáculo é mágico, como todo o carnaval.
O
Balé Brasílica, nessa época cresceu. O elenco de
28 bailarinos, passou para 44. Não havia quem
conseguisse ficar parado ante a encenação. Oh!
Linda Olinda, mostra um folião, que em meio a um
desfile de escola de samba, onde interpretava o
donatário Duarte Coelho Pereira, após tomar umas e
outras, decide encarnar o personagem com vigor e
verdade.
A
partir daí, ele vislumbra uma Olinda de ontem e de
hoje, passando pelo ciclo junino, natalino e
retornando ao carnavalesco. Acontecimentos como a
invasão holandesa e o incêndio de Olinda, são
tratados de uma maneira lúdica e extremamente
didática.

BRASÍLICA, O ROMANCE
DA NAU CATARINETA
Ainda
no mesmo ano, o Balé Brasílica se uniu ao elenco do
Balé Popular do Recife, para apresentar o
espetáculo comemorativo dos 15 anos do grupo. O
Romance da Nau Catarineta, conta a estória de uma
barca que parte de um porto imaginário e perde-se no
mar. Nesse percurso, são contadas as aventuras e
desventuras do povo brasileiro, notadamente do
nordestino, desde o descobrimento aos dias atuais.
Dividido
em três partes distintas, o espetáculo tem início
na colonização, com a supremacia das três
raças... Os indios nativos, os negros escravos e os
brancos navegadores. Na segunda parte, os temas são
a miscigenação das raças, os ciclos (gado e
cangaço), as manifestações libertárias (Canudos e
proclamação da república) e, contemporâneamente,
os movimentos de cultura popular e o movimento
armorial de Ariano Suassuna, nascedouro do Balé
Popular do Recife. Para encerrar, há a síntese da
trajetória da companhia; e uma reverência à
evolução da dança popular.
O
espetáculo "Brasílica, o romance da Nau
Catarineta", é fruto de um antigo sonho de
André Madureira. Em novembro de 1992, o espetáculo
teve a sua estreia oficial, brindando os 15 anos de
aplauso do Balé Popular do Recife. Uma verdadeira
superprodução com 70 bailarinos e várias peças de
figurino.
"O
Romance..." recebeu uma segunda montagem em 1995
pelo Balé Brasílica e com direção de Ângelo
Madureira. A atual montagem, recebeu a assinatura do
diretor Deca Madureira, que deu um tom de jovialidade
ao espetáculo, renovando o seu elênco. Atualmente,
o Balé Brasílica deixou de ser um grupo exclusivo
para jovens dos 12 aos 19 anos incompletos. Alguns
dos atuais integrantes chegam à beirar os 28 anos,
mas a grande parte, ainda é formada por
adolescentes.
A
Nuclearte conta hoje com três elêncos distintos que
se revezam nos espetáculos, são eles: O Balé
Popular do Recife, o Balé Brasílica, e o mais novo
filho do Balé popular; a Companhia Forrobodó de
dança Tradicional, dirigida por Ângela Fischer,
espôsa de André Madureira, consolidando também, o
sucesso já conquistado pelas outras duas companhias.
O movimento
de arte e cultura brasílica, não se resumiu apenas
ao estado de Pernambuco. Atualmente, já conta com um
centro cultural localizado na Vila Madalena, em São
Paulo, chamado de "Brasílica Música e
Dança", que atrai crianças, jovens e adultos.
A frente desse projeto, o bailarino Ângelo
Madureira, filho mais velho de André Luiz Madureira,
diretor geral da Nuclearte-Balé Popular do Recife.
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©Fernando Agra
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