Xilogravura representando um auto de bumba meu boi...E era uma vez o Grupo Circence de Dança Popular e o seu "Circo da Onça Malhada"...

SEÇÕES
Entre em Contato:

O Site mais completo sobre a cidade de Olinda

Quer conhecer mais sobre a vida e a obra do escritor Jorge Amado? Clique aqui

 

O Balé Popular do Recife, surgiu no dia 20 de maio de 1977. Naquela época, o grupo era conhecido como "Grupo circense de dança popular"e era composto por 12 bailarinos. Grande parte desses bailarinos eram da mesma família: André Madureira, Ana Madureira, Antúlio Madureira, Anthero Madureira, Anselmo Madureira, Sílvia França, Ângela Fischer, Walmir Chagas e Lourdes Madureira.

O primeiro espetáculo foi o "Brincadeiras de um circo em decadência", que logo conquistou o público e a crítica, acabando por levar a trupe de brincantes à um circo de verdade, armado no cais da Rua da Aurora: "O circo da Onça Malhada". E foi justamente nessa época, no tempo da "Onça", que o grupo ganhou o nome de "Balé Popular do Recife", batizado pelo então secretário municipal de Educação e Cultura, Ariano Suassuna, depois de observar que os jovens integrantes daquele circo davam maior ênfase às danças.

Em seus primeiros meses de existência, o balé contou com a subvenção da prefeitura do Recife, passando em seguida, e até hoje, a manter-se principalmente com o resultado financeiro de suas apresentações na Capital e em outras cidades.

O Balé Popular do Recife desde seus primórdios, demonstrou perfeita afinidade com o canto, o teatro, a musica e a dança. As músicas dos espetáculos que compoem o repertório do Balé Popular do Recife, em sua maioria são composições de Antonio José Madureira e Antúlio Madureira.

Antonio, mais conhecido como Zoca, participou na década de 70 do Quinteto Armorial. Lá, ele aprimorou seus conhecimentos musicais, juntamente com o multi-artista Antonio Nobrega, além de outros músicos. Com o quinteto, Zoca Madureira gravou 5 discos. Depois, compôs trilhas de espetáculos como "Pavão Misterioso", "Arlequim", "Bandeira de são João", "Baile do Menino Deus", "Brincadeiras de roda, estórias e canções de ninar", "Oh! Linda Olinda", "Prosopopeia, um auto de guerreiro", "Nordeste" e "Romance da Nau catarineta".

Seguindo os seus passos, mesmo de um modo mais artesanal, seu irmão Antúlio Madureira já gravou 3 CD's, além de possuir diversas composições de sua autoria. Antúlio, pode ser considerado um artista completo. Começou sua carreira como ator e bailarino no Balé, passando posteriormente à diretor musical dos espetáculos e integrante do trio romançal, que se apresentava junto com o balé, no espetáculo "Nordeste". Nessa época, Antúlio já fazia alguns experimentos musicais com objetos aparentemente inúteis para a música, como serrotes, vidros de remédio, latas e garrafas. Surgiram então, alguns instrumentos interessantes, como o Marimbal de lata, o garrafone, o mocenho, entre outros.

©Copyright Fernando Agra Webmaster -Balé Popular do Recife Web Site- A reprodução do conteúdo desse site é expressamente proibida- Todos os direitos reservados®2000